segunda-feira, 26 de abril de 2010

Plano de Aula / Proposta de Atividade 05 / 2º Segmento / CNE-CHS

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL JOÃO PAULO I

PROFESSORA: MARI NELCI K. RESSEL

EIXO: TRABALHO, CULTURA E SOCIEDADE.

SUBEIXOS: A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS

TEMÁTICA: “UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ”.

ÁREAS DO CONHECIMENTO: CIÊNCIAS NATURAIS E EXATAS E CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

OBJETIVOS:

- Informar aos alunos o valor nutricional e calórico da combinação do arroz com o feijão e seus efeitos sobre o organismo.
- Mostrar que o feijão faz parte da alimentação de todos os brasileiros habitantes de diferentes regiões e suas várias formas de utilização e preparo.
- Dar conhecimento sobre as doenças que a combinação do arroz e o feijão combate.

METODOLOGIA:

- Leitura de texto sobre o feijão.
- Após a leitura e discussão do texto os alunos deverão trabalhar com índices fornecidos e montar um gráfico de barras.
- A partir da leitura do gráfico debater questões como: Por que diminuiu o consumo de feijão? Quais os fatores? Por quais alimentos o feijão e o arroz estão sendo substituídos? Que tipo de feijão possui mais proteínas?
- Debater hábitos alimentares e sua relação com a nossa saúde.
- Na área de humanas o aluno poderá regionalizar o consumo do feijão, conforme o tipo, a produção, o preparo, etc.

RESULTADOS ESPERADOS:

- Conhecimentos sobre nutrição, proteínas, formas de alimentação, dieta alimentar, etc.
- Ao comparar o consumo do feijão e arroz com outros alimentos o aluno obterá compreensão sobre dietas alimentares saudáveis ou de conseqüências negativas.
- Noções de espaço geográfico e cartografia.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Plano de Aula / Proposta de Atividade 04 / 2º Segmento / CNE

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL JOÃO PAULO I

PROFESSORA: THEMYS MEDEIROS FLORES NUNES

EIXO: TRABALHO, CULTURA E SOCIEDADE.

SUBEIXOS: O MUNDO DO TRABALHO E A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS

ÁREAS DO CONHECIMENTO: CIÊNCIAS NATURAIS E EXATAS

OBJETIVOS:

- Permitir que os alunos possam tomar conhecimento do mundo em que vivem de uma maneira mais contextualizada, próxima de sua vida e das suas experiências.

METODOLOGIA:

- Iniciando a conversa: Histórico do salário mínimo.
- Sugestão de cesta básica e levantamento do custo da cesta básica.
- Leitura por parte dos alunos de um texto sobre o histórico do salário mínimo e após serão realizados vários questionamentos, onde os alunos contribuirão e acrescentarão suas histórias de vida para enriquecer e fazer parte deste trabalho.
- Analisaremos os preços dos produtos da Cesta Básica sugerida pelo DIEESE e faremos comparações com as nossas necessidades como família. Os alunos farão os cálculos de uma cesta básica de acordo com o próprio entendimento e realidade.

RESULTADOS PREVISTOS:

- Conhecimento sobre números decimais.
- Noções de mercado.
- Cálculos orçamentários (rendimentos e custos; crédito e débito).

Plano de Aula / Proposta de Atividade 03 / 2º Segmento / LA&T 02

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL JOÃO PAULO I

PROFESSORA: TATIANA RAQUEL B. GREFF

EIXO: TRABALHO, CULTURA E SOCIEDADE.

SUBEIXOS: DIVERSIDADE CULTURAL, A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS E O MUNDO DO TRABALHO.

ÁREAS DO CONHECIMENTO: LINGUAGENS / ARTES E TECNOLOGIA

TEMÁTICAS:

- As Tecnologias de Comunicação e Informação na contemporaneidade.
- As transformações sociais ocasionadas pelo desenvolvimento tecnológico: a exclusão digital.
- A necessidade do conhecimento tecnológico para a inserção no mercado de trabalho.
- Hardware (CPU, monitor, mouse, teclado, impressora, scanner, webcam, microfone, modem, entradas USB, CDs, pendrive, configurações, etc.)

OBJETIVOS:

- Inserir adultos e jovens na linguagem da informática, permitindo assim sua inclusão no mundo tecnológico, fazendo com que o aluno tenha acesso às novas ferramentas de conhecimento e aprendizagem.
- Compreender a tecnologia como objeto de aprendizagem, trabalhando-se as ferramentas de utilização do computador, abordando os conhecimentos básicos de informática.

METODOLOGIA:

- Iniciar o trabalho introduzindo um debate sobre as diversas exclusões observadas na sociedade (exclusão social, sexual, racial, em relação aos portadores de necessidades especiais, etc.).
- Após este debate perguntar a turma se, na contemporaneidade, observamos uma nova forma de exclusão.
- Falar sobre a exclusão digital e a importância do conhecimento tecnológico no mundo de hoje para o exercício da cidadania, da obtenção de informações e conhecimento e para a inserção no mercado de trabalho.
- Trazer para turma um texto que aborde este tema para contribuir no debate.
- Elaboração de um texto com a opinião da dupla sobre as questões discutidas em aula.
- Introduzir o conhecimento tecnológico partindo de informações básicas sobre informática, expondo com data show informações sobre o Hardware (parte física do computador) e configurações de computador e dados sobre as diferentes mídias utilizadas.
- Distribuir à turma catálogos de vendas de computadores para que as duplas decifrem as configurações ali expostas.

Plano de Aula / Proposta de Atividade 02 / 2º Segmento / LA&T

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL JOÃO PAULO I

PROFESSORA: TATIANA RAQUEL B. GREFF

EIXO: TRABALHO, CULTURA E SOCIEDADE.

SUBEIXOS: DIVERSIDADE CULTURAL E A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS

ÁREAS DO CONHECIMENTO: LINGUAGENS / ARTES E TECNOLOGIA

OBJETIVOS:

- Ampliar os parâmetros culturais dos alunos a partir do debate, pesquisa e elaboração de trabalhos sobre o conceito de cultura e diversidade cultural.
- Trabalhar o conceito do que é cultura e suas diferentes manifestações: cultura popular, erudita e cultura de massa.

METODOLOGIA:

- Dividir a turma em duplas e pedir para que discutam e escrevam o que é cultura.
- As duplas deverão apresentar à turma seus conceitos sobre cultura.
- Estabelecer um debate a partir dos conceitos trazidos pelo grupo.
- As duplas deverão pesquisar na web textos e artigos sobre conceito de cultura.
- Cada dupla deverá fazer uma síntese das informações pesquisadas e apresentar à turma, comparando o conceito inicial trazido pela dupla, com as informações pesquisadas.
- Expor com data show os conceitos sobre as diferentes manifestações culturais: cultura popular, erudita e cultura de massa.
- Sortear as diferentes manifestações culturais, entre grupos de quatro integrantes, para que pesquisem na web exemplos da cultura sorteada. Por exemplo: cultura popular = o repente, literatura de cordel, teatro de mamulengos, Hip Hop, etc.
- Apresentação das pesquisas à turma.
- Os grupos deverão criar um trabalho a partir da manifestação cultural pesquisada. Ex: Um grupo que tenha pesquisada a cultura popular/ Hip Hop deverá criar, por exemplo, um rap. Um grupo que pesquisou cultura erudita/ Portinari, deverá criar um trabalho relacionado com este pintor. Um grupo que tenha pesquisado cultura de massa/ funk ou programas de televisão, deverá criar um trabalho relacionado com isto (criar uma esquete teatral sobre programas televisivos).
- Apresentação dos trabalhos à turma.
- Finalizar o trabalho estabelecendo um debate sobre as questões levantadas durante a aula e os trabalhos apresentados.

domingo, 28 de março de 2010

Plano de Aula / Proposta de Atividade / 1º Segmento

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL JOÃO PAULO I

PROFESSORA: CLAUDIA V.K. PERES

EIXO: TRABALHO, CULTURA E SOCIEDADE.

SUBEIXOS: O MUNDO DO TRABALHO E A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS.

TEMÁTICA: VALORIZAÇÃO DA MULHER E AUTOESTIMA

ÁREAS DO CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS, LINGUAGENS (MÚSICA) E CIÊNCIAS NATURAIS E MATEMÁTICA

OBJETIVO:

- INCENTIVAR O ALUNO A NÃO DESISTIR, BUSCAR MELHORAR A SUA AUTOESTIMA. VALORIZAR A MULHER E SUAS CONQUISTAS AO LONGO DOS TEMPOS.

METODOLOGIA:

- ATRAVÉS DA MÚSICA TEMA DO BBB DE PAULO RICARDO, MOSTRAR A ELES QUE NÃO DESISTAM DE SEUS SONHOS E QUE LUTEM PELOS SEUS IDEAIS APESAR DAS ADVERSIDADES QUE VÃO ENFRENTAR.
- INGRESSAR EM SUAS REALIDADES LEVANTANDO PERGUNTAS COMO: TEM DIFERENÇA ENTRE TRABALHO E EMPREGO? QUAL É A DIFERENÇA? QUAL O VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO? PODEMOS COMPRAR O QUE COM ELE? NO QUE GASTAMOS MAIS? QUAL O VALOR DA CESTA BÁSICA?
- DEIXAR EXPOREM SUAS IDÉIAS E FAZER DISTO UM DEBATE.
- APÓS, CRIAR SITUAÇÕES ONDE UTILIZEM A MATEMÁTICA. EXEMPLO: EM UMA FAMÍLIA DE 4 PESSOAS ONDE O PAI GANHA SALÁRIO MÍNIMO E CUJO ORÇAMENTO IMPLICA NA COMPRA DE UMA CESTA BÁSICA, PAGAMENTOS DE LUZ, ÁGUA, GASTOS COM VESTUÁRIO, TRANSPORTE, ETC. O QUE SOBRA PARA O LAZER?

RESULTADO:

- A PARTIR DA MÚSICA, FORAM COLOCADAS, POR ELES, TODAS AS CONQUISTAS QUE JÁ TIVERAM.
- COMO ERA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER, CONVERSAMOS SOBRE COMO A MULHER JÁ GANHOU ESPAÇO NESTE MUNDO, SUAS CONQUISTAS E INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO.
- FIZEMOS UMA EXPLOSÃO DE IDÉIAS ONDE TUDO QUE ERA FALADO ERA REGISTRADO NO QUADRO. DEPOIS OS ALUNOS COPIARAM.

Plano de Aula / Proposta de Atividade 01 / 2º Segmento / CHS-CNE

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL JOÃO PAULO I

PROFESSOR: ALEXANDRE RAFAEL DA ROSA

ÁREAS DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS E CIÊNCIAS NATURAIS

EIXO: TRABALHO, CULTURA E SOCIEDADE

SUBEIXOS: MUNDO DO TRABALHO E A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS

TEMÁTICA: SETORES DA ECONOMIA

CONHECIMENTOS: SETOR PRIMÁRIO, SETOR SECUNDÁRIO, SETOR TERCIÁRIO, BENS DE CONSUMO, BENS DE PRODUÇÃO, POPULAÇÃO ATIVA E INATIVA, ESTATÍSTICA, ELABORAÇÃO E LEITURA DE GRÁFICOS.

OBJETIVOS:

- PROPRICIAR UMA REFLEXÃO SOBRE O PAPEL DO ALUNO TRABALHADOR E SUA INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO;
- PROPORCIONAR UMA COMPREENSÃO DA DINÂMICA DA ECONOMIA EM NOSSA SOCIEDADE;
- CAPACITAR O ALUNO A TRABALHAR COM DADOS/ÍNDICES E A FAZER LEITURA DA REALIDADE A PARTIR DE GRÁFICOS.

METODOLOGIA:

- ELABORAR UM QUESTIONÁRIO CUJAS RESPOSTAS TRACEM UM PERFIL PROFISSIONAL DO ESTUDANTE;
- CONCEITUAR OS CONHECIMENTOS ELENCADOS;
- DISTRIBUIR REVISTAS E JORNAIS PARA FINS DE RECORTES E COLAGEM DE MATÉRIAS/REPORTAGENS ASSOCIADAS AOS SETORES DA ECONOMIA E BENS PRODUZIDOS;
- SOLICITAR JUSTIFICATIVAS PARA CLASSIFICAÇÃO DAS MATÉRIAS SELECIONADAS.

RESULTADOS PREVISTOS:

- COMPREENSÃO DO SIGNIFICADO DO TERMO ECONOMIA E COMO ELA ESTÁ PRESENTE EM NOSSA REALIDADE E, PORTANTO, EM NOSSA SOCIEDADE;
- ENTENDIMENTO SOBRE A INTERLIGAÇÃO ENTRE ECONOMIA E TRABALHO E O QUANTO, NA CONDIÇÃO OU NÃO DE TRABALHADORES FORMAIS, FAZEMOS PARTE DESTA ENGRENAGEM;
- SABER DEFINIR E CLASSIFICAR OS TIPOS DE BENS QUE FAZEM PARTE DE NOSSO COTIDIANO EM TERMOS DE NECESSIDADES A SEREM ATENDIDAS;
- AO ELABORAREM OS DADOS OBTIDOS EM SALA DE AULA OS ALUNOS PODERÃO COMPREENDER COMO SÃO LEVANTADAS AS ESTATÍSTICAS, OS ÍNDICES, AMOSTRAGENS, PESQUISAS, ETC.;
- AO TRANSFORMAREM OS DADOS EM GRÁFICOS E FAZEREM LEITURAS PODERÃO VISUALIZAR UMA DADA REALIDADE EM SUA PRÓPRIA SALA DE AULA FAZENDO CORRELAÇÕES COM OUTRAS ESTATÍSTICAS.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Porque repensar o currículo para a Educação de Adultos?[1]

Porque repensar o currículo para a Educação de Adultos?[1]

Na educação básica a LDB traz muito claro quanto à forma da escola se organizar; o texto da lei possibilita avanços qualitativos na organização do trabalho escolar e na organização do trabalho pedagógico. É na organização dos tempos e espaços da escola que podemos ressignificar o currículo, esse entendido em sentido amplo. A LDB abre um leque que possibilita a toda escola repensar sua organização:

Art 23 – A Educação Básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos (...) com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar.”

O próprio Parecer do Conselho de Educação Básica - Nº 11/2000 coloca:
“O importante a considerar é que os alunos da EJA são diferentes dos alunos presentes nos anos adequados à faixa etária. São jovens e adultos trabalhadores, maduros, com larga experiência profissional (...) com um olhar diferenciado sobre as coisas (...). Logo, aos limites impostos pela vida, não se pode acrescentar outros que signifiquem uma nova discriminação destes estudantes como a de banalização da regra comum da LDB”.

Também é importante lembrar que à construção do currículo para EJA deve ser pensada a partir da realidade dos educandos. A Conferência Internacional em Hamburgo na Alemanha, em 1997 deliberava:
“ (...) A EJA deve ter uma visão ampla do processo produtivo e do mundo do trabalho com vistas à eliminação de todas as formas de exclusão e discriminação (...) Desenvolver a EJA segundo um enfoque intercultural, de educação para o exercício da cidadania democrática, da justiça social e de uma cultura de paz (...) Pensar em sistema educativo que seja inclusivo, centrado nos sujeitos, que reconheça as experiências e os saberes das diferentes culturas, comprometendo-se com projetos de vida pessoal e coletivo”.
É preciso repensar o currículo nos seus tempos e espaços porque ainda estamos longe de atingirmos a meta de inclusão na educação de jovens e adultos.Em 2006 o IBGE registrava que ainda têm no Brasil 14,4 milhões de analfabetos com 15 ou mais anos. Segundo dados do PNAD (2006) os analfabetos funcionais (aqueles que têm menos de quatro anos de estudo) somam 30,5 milhões de pessoas no nosso país.
Em março de 2008 o Ministério da Educação (SECAD), diz no documento base preparatório para o VI CONFINTEA:
Reconfigurar currículos é tarefa de diálogo entre especialistas, professores e até mesmo de estudantes. Não é desafio individual, mas coletivo, de gestão democrática, que exige pensar mais do que uma intervenção específica: exige projeto político-pedagógico para a escola de EJA como comunidade de trabalho/aprendizagem em rede, em que a diversidade da sociedade esteja presente”.

Histórico da CONFINTEA
A CONFINTEA, de caráter intergovernamental, tem por objetivo a promoção da educação de adultos como política pública no mundo.
O que é a CONFINTEA?
A Conferência Internacional de Educação de Pessoas Jovens e Adultas (CONFINTEA) é o maior evento de envergadura internacional nessa modalidade educacional. Sua primeira edição aconteceu na Dinamarca, em 1949 e, pela primeira vez, em sua sexta edição, acontece num país da América do Sul: o Brasil.
As CONFINTEAs são eventos que priorizam a participação dos atores governamentais, mas a sociedade civil organizada busca incidir tanto sobre a elaboração dos documentos nacionais que os países apresentam, bem como sobre as discussões que ocorrem durante o evento, com vistas a influir no documento final e nos compromissos dos governos.
Os objetivos da CONFINTEA VI são:
Impulsionar o reconhecimento e aprendizagem de pessoas jovens e adultas como um direito humano, como elemento importante e fator contribuinte à Educação ao Longo da Vida, no qual a alfabetização é o alicerce;
Enfatizar o papel crucial da educação e aprendizagem de pessoas jovens e adultas para a realização das atuais agendas e programas de educação e de desenvolvimento internacionais (APT, MDMs, UNLD, LIFE e DESD); e
Renovar o momentum e compromisso político e desenvolver ferramentas de implementação para que partam do retórico para a ação.
Confintea I


A primeira Conferência Internacional de Educação e Adultos ocorreu em 1949, em Elsinore na Dinamarca, num contexto de pós-guerra e de tomadas de decisões em busca pela paz.
Reuniram-se 106 delegados, 21 organizações internacionais e 27 países, sendo eles: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Alemanha, Grã Bretanha, Irã, Irlanda, Itália, Líbano, Holanda, Nicarágua, Noruega, Paquistão, Suécia, Suíssa, Síria, Tailândia, Turquia, Estados Unidos. O Brasil não participou desta primeira edição, mesmo tendo participado da Campanha em Beirute em 1948 e de sediar o Seminário Interamericano em 1949. Quatro comissões de delegados recomendaram:
que os conteúdos da Educação de Adultos estivesse de acordo com as suas especificidades e funcionalidades;
que fosse uma educação aberta, sem pré-requisitos;
que os problemas das instituições e organizações com relação à oferta precisariam ser debatidos; que se averiguassem os métodos e técnicas e o auxílio permanente;
que a educação de adultos seria desenvolvida com base no espírito de tolerância, devendo ser trabalhada de modo a aproximar os povos, não só os governos;
que se levasse em conta as condições de vidas das populações de modo a criar situações de paz e entendimento.
Os delegados acordaram sobre a continuidade da Conferência em razão das premências da educação de adultos em termos mundiais.
Segundo o professor Timothy D. Ireland, “As Conferências Internacionais de Educação de Adultos acontecem com intervalos de aproximadamente 10 anos. A Conferência anterior a Hamburgo foi em Paris em 1985. Em todas as cinco conferências realizadas até agora, a Unesco foi a principal agência promotora. Existe uma forte impressão de que a Educação de Adultos poderia ter desaparecido da agenda política sem a insistência da Unesco de convocar essas conferências. Assim, primeiro em Hamburgo e depois, talvez com ainda mais ênfase, em Bangkok, tivemos a impressão de estar a participar de um ato de resistência.
Em Hamburgo, mas de 1.500 participantes, incluindo representantes políticos de 135 Estados-Membros, e, pela primeira vez, representantes de ONGs, sem voto, mas com direito a voz, afirmaram a sua compreensão da educação como direito humano básico, para jovens e adultos de todas as idades. Declararam o seu entendimento da aprendizagem e formação de adultos como chave para o século XXI e para a nova sociedade da informação, e como processo que acompanha a vida toda. Frisaram, através da Declaração de Hamburgo, o potencial da aprendizagem e formação de adultos para “fomentar o desenvolvimento ecologicamente sustentável, para promover a democracia, a justiça, a igualdade entre mulheres e homens e o desenvolvimento científico, social e econômico, bem como para construir um mundo em que os conflitos violentos sejam substituídos pelo diálogo e por uma cultura de paz baseada na justiça”. O objectivo principal da CONFINTEA VI consiste em dar visibilidade à forte influência que as aprendizagens e a educação de adultos exercem sobre o desenvolvimento sustentável, para o qual contribuem nos mais variados aspectos, nomeadamente, social, econômico, ecológico e cultural. A Conferência vai examinar as grandes questões referentes às aprendizagens e à educação de adultos de hoje, incluindo as políticas, as estruturas e o financiamento; a inclusão e a participação; a qualidade; a alfabetização.

Sobre a Totalidade do ensino

A aprendizagem está não no que se ensina, mas como se ensina e, fundamentalmente, em como educador e educando aprendem. PINTO faz a seguinte observação sobre o ensino em totalidades. “O conteúdo da educação não está constituído somente pela ‘matéria’ do ensino, por aquilo que se ensina, mas incorpora a TOTALIDADE das condições objetivas que concretamente pertencem ao ato educacional...”[2]

O estudo por Totalidades busca romper com a “divisão de tarefas” expressos na organização curricular tradicional, e busca o trabalho interdisciplinar, que está calcado na pesquisa, na construção coletiva, no pensar conjunto, no diálogo permanente, na leitura da realidade, na troca e na aceitação da fala do outro. O que se entende por realidade do educando deve ser evidenciado concretamente na sala de aula, na sua complexidade e riqueza no diálogo permanente entre o grupo. As TOTALIDADES DO CONHECIMENTO não devem ser representadas em etapas, momentos estanques, tampouco em sequência linear, por isto não se baseia em lista de conteúdos e sim na compreensão de conceitos. No dizer de PINTO “a educação é parte de um conjunto de interações e de interconexões recíprocas e não pode ser dissociada dele, tratada isoladamente. É parte de um todo, porém este todo sendo um processo, só a noção de TOTALIDADE permite compreender a interrelação de cada parte com as demais, pois não se trata de um todo estático, e sim de uma realidade total em movimento, na qual a alteração de qualquer elemento influi sobre todos os demais”[3]

A história já mostrou que a educação de jovens e adultos precisa ser organizada de forma diferenciada em seus tempos, espaços e currículo, não há mais o que esperar para mudar, todos os debates, estudos e pesquisas realizadas apontam para a organização curricular inter ou transdisciplinar que abordam a totalidade do conhecimento.


[1] Soloá Citolin – 24 de novembro de 2009
[2] [2] PINTO, Álvaro. Sete lições sobre a educação de adultos. Cortez, SP, 1987.p.42

[3] PINTO, idem, ibidem

Reestruturação da EJA Canoas/RS

Colegas,
Sejam todos bem vindos ao Blog da EJA Canoas!
Este é um espaço de discussão, estudo e troca de experiências da Educação de Jovens e Adultos da Rede Municipal de Canoas. É preciso repensar o currículo nos seus tempos e espaços porque ainda estamos longe de atingirmos a meta de inclusão na educação de jovens e adultos. Em março de 2008 o Ministério da Educação (SECAD), diz no documento base preparatório para o VI CONFINTEA:
"Reconfigurar currículos é tarefa de diálogo entre especialistas, professores e até mesmo de estudantes. Não é desafio individual, mas coletivo, de gestão democrática, que exige pensar mais do que uma intervenção específica: exige projeto político-pedagógico para a escola de EJA como comunidade de trabalho/aprendizagem em rede, em que a diversidade da sociedade esteja presente”.
A história já mostrou que a educação de jovens e adultos precisa ser organizada de forma diferenciada em seus tempos, espaços e currículo, não há mais o que esperar para mudar, todos os debates, estudos e pesquisas realizadas apontam para a organização curricular inter ou transdisciplinar que abordam a totalidade do conhecimento.
Professores, coordenadores, equipes diretivas e gestores estamos todos convidados a participar da construção da Política Pública para a EJA/Canoas.

Unidade de Educação de Joves e Adultos - UEJA